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Ainda sobre as Valencianas

 

Valencianas. Termo que carrega naturalmente consigo algo de poético. Entendendo “poético” não no sentido da feitura de uma obra, de um espetáculo, mas como aquilo vinculado ao sentimento, ao afeto, componente imprescindível à experiência estética, entendendo esta como algo que emociona, assim como a arte, a poesia e a música.

Passada uma semana do último concerto, as Valencianas de Alceu Valença e Orquestra Ouro Preto apresentaram ao público de Belo Horizonte, Ouro Preto e Rio de Janeiro um espetáculo grandioso, extasiante e, acima de tudo, belo, honrando a obra de Alceu. Sua beleza transcendeu a maestria do regente titular da Orquestra, Rodrigo Toffolo; a performance dos músicos e a execução das peças arranjadas pelo violinista Mateus Freire; a presença, a voz e o encanto do homenageado - que, pela primeira vez, teve parte de sua obra orquestrada para música de concerto.

A beleza das Valencianas foi além. Compreendeu um mosaico de pequenos acontecimentos, tão significativos quanto o espetáculo vivenciado por inteiro. Passou pelo ato de observar e sentir a ansiedade e o nervosismo que o precedeu; os olhares e sorrisos dos músicos diante do artista homenageado e, por sua vez, a admiração e perplexidade do artista perante a qualidade, profissionalismo e paixão de um grupo de apenas 12 anos de atividades, como “(...) essa Orquestra, bonita, de Ouro Preto”; a seriedade, leveza e competência de seu regente titular; as lágrimas emocionadas do arranjador, a incansável força física (e, mais do que física, de vontade) da equipe de produção.

E como não dizer do público? A reação das quase três mil pessoas que assistiram Valencianas pode ser entendida como resposta à sua beleza.  Já no início, a suíte que abriu o espetáculo foi aplaudida de pé, como se o concerto tivesse acabado naquele momento. No durante e no depois, seguiram-se aplausos ensurdecedores, cantar coletivo,– seja no solfejar sem palavras de Anunciação, ou no célebre refrão de Tropicana e La Belle de Jour –, pedidos de bis e uma exigência, vinda de voz desconhecida da platéia: “Maestro, a gente quer ver isso em cd, hein!?”

Se em cd ou não, Valencianas ganhou vida própria. Ainda com um longo caminho a percorrer, a previsão é de que aconteçam, no segundo semestre, apresentações em Brasília, Recife, São Paulo e outras capitais do país. Ótima chance para se emocionar e vivenciar a arte, a poesia e a música das Valencianas de Alceu Valença e Orquestra Ouro Preto.

Por Saulo Rios.

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Orquestra Ouro Preto realiza apresentação em evento literário de Poços de Caldas

 

A Orquestra Ouro Preto realiza concerto em Poços de Caldas, no próximo dia 04 de maio, sexta-feira, na sétima edição da Flipoços – Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas.  A Feira reúne, entre os dias 28 de abril e 06 de maio, grandes nomes da literatura nacional, destacando-se como um dos mais importantes eventos literários do país.

Como resposta à importância do evento, a Orquestra Ouro Preto, sob regência do Maestro Rodrigo Toffolo, leva à cidade um repertório especial, idealizado tendo como referência os pilares de atuação do grupo. Do repertório padrão, representado pelos grandes cânones da música erudita mundial, a Orquestra Ouro Preto executa a célebre Aria da 4ª Corda de J. S. Bach (1685 – 1750), peça que integra a Suíte nº 3 para Orquestra do compositor alemão.

No segundo momento da apresentação, privilegiando a música de concerto feita no Brasil, o grupo apresenta os três movimentos do Mini Concerto para Cordas, do compositor Cláudio Santoro (1919 – 1989) e a brasileiríssima Mourão, famosa peça de Guerra-Peixe (1914 – 1993), fortemente inspirada no movimento armorial.

Tendo o compositor e bandoneonísta argentino Rufo Herrera (1933 - ) como convidado, a Orquestra Ouro Preto encerra o concerto demonstrando sua verve experimental. Com um repertório formado por milongas e tangos tradicionais, tais como El Choclo e La Cumparsita, até expressões do Nuevo Tango de Piazzolla como Adiós Nonino, Libertango e Milonga Del Ángel, as músicas foram todas arranjadas por Rufo Herrera e, há muito, fazem parte da identidade e da história da Orquestra.

A apresentação tem entrada franca e acontece às 20h, no Teatro da Urca. O Teatro da Urca está localizado à Praça Getúlio Vargas, S/N, Centro.

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