Quem somos

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QUEM SOMOS

Buscando resgatar a histórica vocação para a música da cidade de Ouro Preto, Rufo Herrera e Ronaldo Toffolo, associados a um pequeno grupo de instrumentistas - que integravam o grupo Trilos e o Quarteto Ouro Preto - criaram no ano de 2000 a Orquestra Experimental da UFOP, hoje Orquestra Ouro Preto. É formada por cerca de 20 músicos, com algumas variações, aos quais se associam músicos convidados, em função do repertório a ser executado. Tem como Diretor Artístico e Regente Titular o Maestro Rodrigo Toffolo.

LEGADO

Ao longo de uma década de trabalho ininterrupto, a Orquestra Ouro Preto reúne projetos de grande relevância, tendo como referência principal a cidade de Ouro Preto e seu vasto município com 12 distritos, onde se apresenta regularmente. Em sua circulação anual, faz-se presente também em cidades de Minas e de outros estados brasileiros, aqui se registrando apresentações em Belo Horizonte (Palácio das Artes, Sesiminas, Fundação de Educação Artística), Rio de Janeiro (Theatro Municipal, Sala Cecília Meireles), São Paulo (Itau Cultural, Sesc Instrumental), assim como em países latino-americanos, a exemplo do Festival Internacional de Música Antiga de Chiquitos (Bolívia). De seu legado há de se registrar a gravação e lançamento do elogiado disco Latinidade - indicado ao prêmio Grammy Latino no ano de 2007 -, além do documentário gravado para a TV France 5, com difusão na Europa e no Brasil, em 2005.


IDEOLOGIA

Numa cultura de mercado, organizada como a que impera em nossa atualidade sócio-cultural, fica evidente a urgência de promover fatos referenciais que orientem para a preservação de certos valores imanentes ao desenvolvimento humanístico das novas gerações. Isso sob pena de continuar afundando no vazio ético da passividade conivente, onde tudo nos é oferecido e nada podemos escolher por livre arbítrio e participação criativa: característica essencial da liberdade humana como único e verdadeiro ideal de transferência de um estado elementar para uma condição evolutiva.
Isso implica na convicção de que atuando na transformação de nosso meio abrimos o espaço para a transformação do ser humano naturalmente dotado de um potencial, cujo desenvolvimento depende de orientação e estímulo.
Em todas as civilizações que a experiência humana abrange, este papel coube à faculdade da imaginação que estimula a criatividade, que estimula o descobrimento, que estimula a invenção. Eis a espiral que deveria ser base de todo o conhecimento.
Esta forma de entendimento (pensar) poderia evitar que as instituições tendam à prematura obsolescência, repetidoras de procedimentos ultrapassados, e os homens possam superar a eficiência das formigas e das abelhas...
(ressalvo o respeito que essas criaturas nos despertam!).

(Rufo Herrera)