DOMINGOS CLÁSSICOS

Por 6 de novembro de 2017 Notícia Nenhum comentário
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OOP LANÇA DISCO MÚSICA PARA CINEMA 

A Orquestra Ouro Preto, regida pelo maestro Rodrigo Toffolo, faz concerto de lançamento do álbum Música para Cinema. A apresentação conta com patrocínio da SulAmérica, através da Lei Rouanet, e será realizada no dia 12 de novembro, às 11h, no Grande Teatro do Sesc Palladium, em Belo Horizonte, dentro da série Domingos Clássicos, parceria da Orquestra Ouro Preto com o Sesc Palladium. Os ingressos podem ser adquiridos pelo ingressorapido.com.br ou na bilheteria do Teatro, no valor de R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia entrada).
Com direção musical de Rodrigo Toffolo, regente titular e diretor artístico da Orquestra Ouro Preto, o concerto reproduz o disco na íntegra O projeto que culminou na gravação do álbum nasceu há dois anos, com a finalidade de promover uma homenagem ao cinema, ao contar parte da história da sétima arte através de trilhas sonoras que, ao longo do século XX, tornaram-se inesquecíveis e de grande importância para a cultura moderna.
E o que seria do cinema sem a música, ou da música sem o cinema? O álbum responde à esta questão com uma cuidadosa seleção de obras que compreendem o cinema nacional e internacional, no sétimo trabalho lançado pela Orquestra Ouro Preto. O tema de O Carteiro e O Poeta, dirigido por Michael Redford, abre o disco, remetendo à poesia de Pablo Neruda, ao recriar em um arranjo inédito a atmosfera de amor e amizade inerente ao filme lançado em 1994. Seguida por ele, o álbum apresenta Manhã de Carnaval, obra primorosa de Luiz Bonfá, em arranjo de Pedro Milmam, que se consolidou como paisagem sonora do premiado filme Orfeu Negro (1959), dirigido por Marcel Camus.
Música para Cinema conta ainda com quatro obras que celebram o período clássico do cinema hollywoodiano. Garimpado da filmografia de Charles Chaplin, o disco apresenta um pot-pourri de Smile e Eternarlly, trilhas de Tempos Modernos (1936) e Luzes da Ribalta (1952), respectivamente. As obras ganharam arranjos inéditos, pelas mãos de Mateus Freire. O violinista assina ainda os arranjos dos temas de A Noviça Rebelde (1965) e Casablanca (1942), este, remetendo à emblemática cena em que Ilsa Land, interpretada por Ingrid Bergman, solicita a Sam (Dooley Wilson) que toque, ao piano, a canção As Times Goes By.
Como não só de drama e romance vive o cinema, o álbum revive, em uma de suas faixas, aquela que é considerada uma das cenas mais hilárias da sétima arte, com The Typewriter, de Who’s Mind The Store? (1963), no Brasil traduzido como Errado pra Cachorro, protagonizado por Jerry Lewies, que “toca” uma máquina de escrever imaginária, impactado pelo mundo do trabalho e as novas formas de experienciar o tempo promovidas pela modernidade.
O sétimo álbum da Orquestra Ouro Preto traz ainda o tema de Cinema Paradiso (1988) e do documentário brasileiro Três Irmãos de Sangue (2006).
No total, o álbum possui 11 faixas. Gravado no Estúdio Solo, em Belo Horizonte, o disco contou com gravação, edição, masterização e mixagem do engenheiro de som alemão Ulrich Schnneider (USC Brasil), com passagens pela Filarmônica de Berlin e Osesp.
Música para Cinema sai por selo independente e pode ser adquirido no valor de R$30,00 (trinta reais) no portal da Orquestra Ouro Preto (www.orquestraouropreto.com.br) e no da distribuidora Tratore (www.tratore.com.br). O disco pode ser acessado ainda pelos melhores serviços de streaming como spotify e deezer.

Um Thriller Policial
Ao ler, cuidadosamente, o encarte de Música para Cinema, se depara com uma mensagem de agradecimento um tanto quanto curiosa, e talvez se pergunte: o que significa uma mensagem como essa? A verdade é que todo o processo que envolveu a gravação do disco guardou ares de um thriller policial. Após semana intensa de muito trabalho, que culminou com o final das gravações em um estúdio, em Belo Horizonte, a produção da Orquestra Ouro Preto, da USC Brasil e os responsáveis pelo estúdio foram abordados por uma quadrilha, sequestrando a equipe e roubando todo o equipamento de gravação do álbum. Preocupação, tristeza e ansiedade, tendo em vista o risco de morte da equipe. A preocupação diminuiu, quando a equipe foi libertada com vida e sem agressões físicas. A partir disso, a apreensão seria outra. O roubo do equipamento representaria um prejuízo milionário a toda equipe.
O caso ganhou grande repercussão nas páginas policiais de toda a imprensa do estado, algo curioso para um grupo que estava acostumado com destaques em editorias de cultura. Naquele momento, uma rede de solidariedade envolveu a Orquestra Ouro Preto e de todo o esforço que envolveu a gravação de Música para Cinema. Fãs e admiradores do trabalho do grupo compartilharam mensagens de solidariedade inúmeras vezes, na tentativa de recuperar o material. A inteligência da Polícia Civil de Minas Gerais, assim como a Secretaria de Estado de Segurança Pública se envolveu, diretamente no caso, dado o prestígio da Orquestra.
O resultado de toda essa corrente de solidariedade foi a recuperação do material furtado e a prisão dos envolvidos.

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