Livro – Música e Vida Cotidiana em Minas Gerais

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O livro é o resultado de uma pesquisa desenvolvida na Universidade de São Paulo. Foi revisto, lido, insistentemente corrigido, reduzido e ampliado durante alguns anos. Sua linhas foram guiadas por uma intensa procura por soluções para compreender e observar as práticas musicais de Minas Gerais como ela própria se via nos seus séculos de formação.

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Descrição

Palavras do autor, Maurício Monteiro:

Existe um provérbio que, segundo Curt Lange, veio do século XVIII (HGCB, tomo I, Época Colonial, V. 2, p. 144) e se ouvia ainda na primeira metade do século XX no Rio de Janeiro: “Mineiro sabe duas coisas muito bem: solfejar e latim”. Se sabia ou não, se ainda sabe e disfarça, não se pode pensar na História da Música Brasileira se não for às Minas de ouro e diamantes.

Esse livro é o resultado de uma pesquisa desenvolvida na Universidade de São Paulo no período em que desenvolvia meu curso de mestrado. Foi revisto, lido, insistentemente corrigido, reduzido e ampliado durante alguns anos. Debati com muitos profissionais e pesquisadores sempre a procurar soluções para compreender e observar as práticas musicais de Minas Gerais como ela própria se via nos seus séculos de formação.

O título do livro é amplo e pretendo ainda dar sequência em outras pesquisas e outros possíveis volumes, pois essa música mineira não acaba nunca. Parti do interesse e estudo da obra de João de Deus de Castro Lobo, mas vi tanta atividade musical cotidiana em Minas Gerais que resolvi inverter a abordagem, afinal, o que o compositor sabe de música é a sua própria História da Música e o seu lugar de vida, de atividade, de pessoas que o rodeiam, suas oportunidades (e funcionalidades) de inspiração e trabalho.

Esse livro mostra uma parte da atividade musical em Minas Gerais no período colonial e a atuação de João de Deus. Pensei em uma prática cultural que forneceu a ele todos os subsídios para suas obras. Não poderia deixar também de observar as Associações Religiosas de Leigos e suas influências na vida cotidiana dos mineiros, sobretudo, nas áreas de maior concentração urbana colonial ou, na tal “Minas Geratriz” de Guimarães Rosa e de que gosto tanto.

Neste livro, escrevi capítulos que falam dessas irmandades e confrarias e, por consequência, da Irmandade de Santa Cecília, uma associação de músicos que pretendia ser importante. Dela, existe uma lista importante de músicos nos anexos. O leitor vai encontrar ainda um debate sobre o sagrado e o profano devido às características próprias das colônias que, distantes das metrópoles, adaptavam-se, amalgamavam-se e criavam diferentes sentidos para esse debate, com resultados nas práticas musicais. Onde havia igreja, havia pintura e música. Reproduzi, portanto, algumas imagens retiradas dos tetos das igrejas em que trabalhou Manoel da Costa Ataíde. Esse, particularmente, é um assunto curioso e relevante. Além das referências europeias, Ataíde   trabalhou as pinturas com um sentido musical, isto é, elas retratam partituras reais, para além do efeito plástico. Outras imagens foram adicionadas para que o leitor tenha uma ideia da importância da prática musical na vida cotidiana. Algumas partituras, autorais e de copistas, aparecem no caderno de imagens com a finalidade de colocar o leitor em uma época em que tudo se conectava. Enfim, esse livro propõe um estudo que ainda vai se desdobrar em outras pesquisas e, se for preciso revisar, que seja com música.

Informação adicional

Peso 0.100 kg
Dimensões 22.0 × 32.0 × 2 cm

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