Orquestra Ouro Perto dá início às atividades de 2013

By 24 de agosto de 2015Sem categoria

Com regência do Maestro Rodrigo Toffolo e participação especial de Rufo Herrera, a Orquestra Ouro Preto dá início às atividades do ano artístico de 2013, apresentando a 8ª Edição da Série Orquestra nos Distritos. Com entrada gratuita, os concertos acontecem entre os dias 19 e 24 de fevereiro em uma localidade e doze distritos que circundam o extenso município de Ouro Preto. Ainda no dia 21 de fevereiro, quinta-feira, às 21h30, o grupo se apresenta em Ouro Preto, na bicentenária Igreja de São José, recentemente restaurada. Os concertos prenunciam um ano intenso e de grandes projetos, compreendendo turnês por países lusófonos e por nove capitais brasileiras além do lançamento do DVD do espetáculo Valencianas, gravado ao vivo, junto a Alceu Valença, no Grande Teatro do Palácio das Artes, no final do ano passado.

Ouro Preto possui 12 distritos e aproximadamente 20 localidades; que circundam as montanhas da cidade, escondendo belezas naturais, saberes e fazeres seculares e a simplicidade e singeleza do povo do interior de Minas. A Orquestra Ouro Preto, por meio do Projeto Orquestra nos Distritos, vem brindando a população dessas comunidades com apresentações de alto nível, dignas das mais importantes salas de concertos do mundo.

Criado há sete anos, o projeto é formado por concertos de caráter artístico-pedagógico, fundamentado na inserção cultural e social da população dos distritos. Neste tempo, centenas de pessoas tiveram a oportunidade de, pela primeira vez na vida, terem contato com a música clássica.

Rodrigo Toffolo, maestro e diretor artístico da Orquestra Ouro Preto acredita que um dos caminhos possíveis para a emancipação social dos sujeitos, é aquele que passa pela democratização do acesso à cultura e à arte, em todas as suas expressões. “Como músico e maestro, acredito que levar a música dita clássica a estas comunidades é oportunizá-las a uma experiência de escuta musical distinta daquela priorizada pela grande mídia. É também atentá-las para a possibilidade de formação profissional em música, como já aconteceu em quase 10 anos de projeto”, analisa o Rodrigo.

Contemplando grande parte da história da música de concerto mundial, o repertório das apresentações é formado pelo Adágio e Fuga em Dó Menor de W. Mozart (1756 – 1791), Concerto para Cordas de A. Vivaldi (1678 – 1741), Serenata para Cordas de P.I. Tchaikovsky (1840 – 1843), por Instantes II (de Prados), obra do brasileiro Ernani Aguiar (1950 –  ) e pela estreia, em primeira mão, de Responso, arranjo do argentino Rufo Herrera (1933 – ), para peça do bandoneonísta Aníbal Troilo.

Por Saulo Rios.

Foto: Rafael Motta

 

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