Orquestra Ouro Preto retorna de concertos na Europa

By 24 de agosto de 2015Sem categoria

 

Apresentações fizeram parte da Turnê Países e Comunidades de Língua Portuguesa

Para além do lugar comum que a expressão “dever cumprido” carrega consigo, a Orquestra Ouro Preto retorna da Turnê Países e Comunidades de Língua Portuguesa segura de que um amplo horizonte de possibilidades foi aberto. O projeto foi idealizado em parceria com a Missão do Brasil junto à Comunidade de Países de Língua Portuguesa, com patrocínio da Petrobras e apoio da Galpenergia (Portugal) e Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.

Ouça a Orquestra, sinta Ouro Preto! Provinciana e cosmopolita, assim como a cidade que lhe batiza, a Orquestra Ouro Preto, com regência do Maestro Rodrigo Toffolo, oportunizou às pessoas presentes nos concertos realizados em Portugal e Galícia a chance de experimentar o Brasil, ao reafirmar para alguns e revelar para outros as belezas de seu país e as astúcias e maneiras de fazer do homem latino, dizendo o indizível e atingindo o intangível através da, e pela música.

Seis concertos, cinco cidades. Dos paralelismos e particularidades que ligam Coimbra a Ouro Preto, incidindo sobre as docas e delicados sabores do Porto, contemplando a arquitetura mourisca de Faro e o poético correr das águas do Tejo, em Lisboa, sem olvidar, é claro, das sagradas torres de Santiago de Compostela, a Orquestra Ouro Preto ressignificou auditórios, teatros, igrejas e salões onde se apresentou, tendo como referência um repertório vibrante e como alicerce a  maestria de Rodrigo Toffolo, a perfeição do spalla Leonardo Lacerda, a vitalidade de Rufo Herrera, o vigor de Hugo Pilger, a precisão de Sérgio Aluotto e a monumental performance dos naipes de violino, viola, violoncelo e baixo.

Exemplo: a dimensão e força que Concertino para Violoncelo e Orquestra de Clóvis Pereira (1932), ganhou ao ser executada no Palácio dos Espelhos – antiga residência de um grandiloquente Conde da corte Portuguesa do século XVIII -, em Lisboa, é de marejar os olhos. A peça canta, em três movimentos, as tristezas e alegrias, pobrezas e riquezas que se manifestam na seca, fome, sede, danças e festas do sertão nordestino. Ironia? Opto pelo viés da resistência.

Bravo! Bradou o público ao fim dos concertos. Público que, por ser constituído de pessoas com realidades diversas, poderia ser igualmente tocado, tão somente tocado através da música. Reações e sentimentos suscitados pela música desconhecem diferenças de nacionalidade, de classe, raça, gênero e língua. “Quando a música une diversas culturas em torno de um idioma”, ela se faz palavra, transpõe os limites da linguagem e transforma-se em idioma universal.

Ouça a Orquestra, bravo Orquestra Ouro Preto!

Por Saulo Rios.

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