Série Distritos. Orquestra Ouro Preto em Casa

By 24 de agosto de 2015Sem categoria

– Onde estão os meninos da banda que se apresentaram antes da gente? – pergunta o Maestro Rodrigo Toffolo.

– Aqui em cima. – ouve-se uma resposta tímida.

– O instrumento está aí com você? Então pega ele e vem pra cá tocar com a Orquestra. É Luís Gonzaga, forrozinho. Sabe como é?

“Ela só quer, só pensa em namorar. Ela só quer…”.  A igreja cantava em coro e os “meninos da banda” de Amarantina pareciam estar em perfeita sintonia com a Orquestra Ouro Preto. Sim, estavam. Aplausos de pé, misturados ao pedido de “mais um”.

“Não dá pessoal, temos que nos apresentar em outro distrito ainda hoje. É sempre um prazer estar aqui. Mas vocês podem nos acompanhar se quiserem.” – diz o Maestro.

E acompanharam. Em média, 150 pessoas por distrito assistiram as apresentações da Orquestra Ouro Preto, na 8ª edição da Orquestra nos Distritos. Saldo positivo, como tem acontecido ao longo dos sete anos de projeto, que já faz parte da história da Orquestra.

São Bartolomeu, Glaura, Miguel Burnier, Engenheiro Corrêa, Santo Antônio do Leite, Antônio Pereira, Amarantina, Cachoeira do Campo, Rodrigo Silva, Santa Rita, Chapada, Lavras Novas e Santo Antônio do Salto. Duas, até três apresentações por dia. Receptividade aconchegante em todas elas, afinal a Orquestra Ouro Preto estava em casa. Essa história escrita aqui, em molde de pedra sabão, faz sentido depois de ver a casa cheia em cada apresentação.

E por mais que o repertório fosse o mesmo, o espetáculo era singular. O bandoneón de Rufo Herrera, a Fuga em Dó Menor de Mozart, a Valsa de Tchaikovsky, a homenagem aos 100 anos de Luís Gonzaga ganharam diferentes sonoridades por onde passou.

O que se repetiram foram os aplausos, os sorrisos e elogios. O pedido de “mais um” foi ouvido por diversas vezes, e a resposta a todos eles foi sim, mas em julho, na 9ª edição do projeto Orquestra nos Distritos.

Por Lídia Ferreira.

Foto: Vinícius Terror.

 

 

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