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Música de Outono: Programação

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Orquestra Ouro Preto – As Oito Estações (Vivaldi e Piazzolla)

Mo. Rodrigo Toffolo

Pablo de León – violino

Ricardo Amado – violino

Hugo Pilger – violoncelo

Teatro Municipal – Casa da Ópera (Rua Brigadeiro Musqueira, s/n, centro)

20h30

 

19 de junho – quarta-feira

Elisa Freixo – cravo

Igreja São José (Rua Teixeira do Amaral, s/n, centro)

20h30

 

20 de junho – quinta-feira

Rufo Herrera – bandoneon

Igreja São José (Rua Teixeira do Amaral, s/n, centro)

18h30

 

Coro Madrigale

Mo. Arnon Sávio

Igreja São Francisco de Assis (Largo do Coimbra, s/n, centro)

20h30

 

21 de junho – sexta-feira

Tabajara Belo – Violão

Igreja São José (Rua Teixeira do Amaral, s/n, centro)

18h30

 

Flávio Augusto – Piano

Teatro Municipal – Casa da Ópera (Rua Brigadeiro Musqueira, s/n, centro)

20h30

 

22 de junho – sábado

Recital e Lançamento do Livro “Heitor Villa-Lobos, o violoncelo e seu idiomatismo” de Hugo Vargas Pilger

Recital

Hugo Pilger – violoncelo

Lúcia Barrenechea – piano

Auditório do GLTA (Rua Paraná, 136, centro)

19h

 

Quarteto Radamés Gnattali

Basílica do Pilar (Praça Monsenhor Castilho Barbosa, Pilar)

21h

 

 

 

 

Festival Música de Outono

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Entre os dias 18 e 22 de junho, Ouro Preto abriga a primeira edição do festival Música de Outono. O evento é uma realização da Prefeitura Municipal de Ouro Preto, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio, com produção da Castro Lobo Produções Musicais e Artísticas e apoio cultural da Globo Mnas.

 

O Música de Outono é um festival dedicado ao repertório pertencente ao universo da música erudita. O evento foi idealizado com o objetivo de ratificar a vocação para música da cidade de Ouro Preto, tendo como referência o passado musical da antiga Vila Rica e o efervescente cenário contemporâneo. “Nossa cidade possui hoje uma extraordinária cadeia produtiva no campo da música, com uma orquestra residente, um seleto grupo de instrumentistas, o curso de licenciatura e bacharelado em música da Ufop e as tradicionais sociedades e bandas musicais, fazendo de Ouro Preto uma cidade privilegiada para se fazer e ouvir música”, observa o Secretario Municipal de Cultura e Patrimônio, José Alberto Pinheiro.

 

Quarteto Radamés Gnatalli, Orquestra Ouro Preto, Coro Madrigale, Ricardo Amado e Pablo de León, grupos e músicos reconhecidos no Brasil e internacionalmente, fazem parte da programação do festival. Todos os concertos do Música de Outono têm entrada gratuita.

 

Programação

Logo em sua primeira edição, o Música de Outono quer se firmar como um dos grandes festivais de música erudita do país. Serão nove atrações em cindo dias de evento, que buscam oferecer um rico panorama acerca da música de concerto produzida em Minas Gerais e no Brasil. “O Música de Outono, além de permitir ricas experiências de trocas entre os músicos, inaugura na cidade atividades que contemplam a música de câmara e de concerto em um único evento, proporcionando ao público o contato com o que há de referência no gênero”, comenta o Maestro Rodrigo, regente titular da Orquestra Ouro Preto e curador do Música de Outono.

 

O concerto de abertura ficará a cargo da Orquestra Ouro Preto. Com regência de Rodrigo Toffolo e participações especiais dos solistas Ricardo Amado, Pablo de León (violino) e Hugo Pilger (violoncelo), o grupo mineiro, recém chegado de turnê europeia, apresenta o programa As Oito Estações, junção das “Quatro Estações” de Antônio Vivaldi” e das “Estações Portenhas” de Astor Piazzolla.

Um dos pontos altos do festival é a participação do Quarteto Radamés Gnatalli. O premiado grupo, indicado ao Grammy Latino 2012 pelo álbum “Prelúdio 21”, ao Prêmio da Música Brasileira 2013, pelo CD “As Quatro Estações Cariocas”, vencedor do Prêmio Rumos Itaú 2007 e reconhecido como o melhor conjunto de câmara do Brasil pelo XIII Prêmio Carlos Gomes, encerra o Música de Outono no dia 22 de junho, às 21h, com um concerto na Basílica de Nossa Senhora do Pilar.

 

Regido pelo Maestro Arnon Sávio, o Coro Madrigale, aclamado como um dos mais importantes nomes do canto coral e sinfônico coral em atividade no Brasil faz parte da primeira edição do Música de Outono, com apresentação marcada para o dia 20 de junho, quinta-feira, às 20h30 na Igreja de São Francisco de Assis.

 

Em sua programação, o festival privilegia igualmente concertos solos que expresam as múltiplas possibilidades de execução camêristicas. Ao bandoneon, instrumento que o imortalizou no cenário da música de concerto nacional e internacional, Rufo Herrera apresenta um repertório que vai de Bach a Astor Piazzola, passando por composições próprias, incluindo a estreia mundial da Suíte Austral Nº 2, para bandoneon.

 

Instrumentistas como o pianista mineiro Flávio Augusto – detentor de 28 prêmios nacionais e internacionais, com destaque para o Prêmio Internacional de Piano Villa-Lobos-, o violonista Tabajara Belo – prêmio de melhor instrumentista da VII Edição do BDMG Instrumental – e da organista e cravista Elisa Freixo, também marcam presença em três concertos solos.

 

Outro destaque do Música de Outono é o lançamento do livro “Heitor Villa Lobos, o Violoncelo e seu Idiomatismo”  de Hugo Vargas Pilger. Professor de violoncelo da UNIRIO, violoncelista do Quarteto Radamés Gnattali e primeiro violoncelo da Orquestra Petrobras Sinfônia, o autor propõe analisar e discutir a importância que o violoncelo teve na vida pessoal e profissional de Villa-Lobos. O lançamento do livro contará com um bate-papo com o autor e um recital do Duo Barrenechea, formado pelo próprio Hugo e pela pianista Lúcia Barrenechea.

 

Locais dos Concertos

Templos da fé e da arte barroca, as tricentenárias igrejas, com suas exuberantes acústicas e a Casa da Ópera – Teatro Municipal (o mais antigo das Américas em funcionamento) receberão as apresentações do Música de Outono, protagonizando um momento ímpar de fruição estética da cidade e de suas sonoridades.

 

Rodrigo Toffolo aponta que o Música de Outono enriquecerá, ainda mais, a agenda cultural de Ouro Preto. “Isso, não só para o próprio ouro-pretano, que terá a oportunidade de assistir concertos de qualidade, mas também ao turista, especialmente aqueles que acompanharão a Copa das Confederações nas cidades sede e que, eventualmente, visitarão Ouro Preto no período de realização do evento esportivo”, observa.

Saiba mais: www.musicadeoutono.com.br 

Clique aqui e confira a programação completa.

 

SERVIÇOS

Música de Outono – De 18 a 22 de junho em Ouro Preto – programação gratuita.

Ingressos: A retirada de ingressos será realizada no dia das respectivas apresentações, a partir das 14h até o término dos mesmos ou até uma hora antes dos concertos.

Locais de retirada: Casa da Ópera – Teatro Municipal. Contato: 31 – 3559 – 3224./Grêmio Literário Tristão de Ataíde – GLTA. Contato: 31 – 3551 – 1228.

 

Por Saulo Rios

 

 

Concerto da Série The Beatles encerra as atividades do evento Sou Mais Juventude

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Em mais uma parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), a Orquestra Ouro Preto compõe a programação cultural do evento Sou Mais Juventude, iniciativa do programa de pesquisa e extensão Caleidoscópio.

O evento, realizado nesta quarta-feira, 22 de maio, prevê um dia inteiro de atividades como palestras, exposições, mostra de bandas, circuito por museus, oficinas, exibição de curtas e o concerto com a Orquestra. O objetivo é dialogar com os contextos que permeiam a vida do estudante universitário e promover debates, além de oferecer contato com aspectos da cultura local.

A Orquestra Ouro Preto, com regência do Maestro Rodrigo Toffolo, encerra a programação do Sou Mais Juventude com a Série The Beatles, tributo ao quarteto britânico que acompanhou gerações e, ainda hoje, inspira e faz parte do universo musical de muitos jovens. No repertório, canções como Eleanor Rigby, Penny Lane, Yesterday, Let It Be, Hey Jude, entre outras. O concerto está marcado para as 19h, no Teatro Ouro Preto do Centro de Convenções da Ufop , e é aberto aos inscritos no evento.

 

Por Íris Zanetti.

Foto: Naty Tôrres

 

Orquestra Ouro Preto retorna de concertos na Europa

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Apresentações fizeram parte da Turnê Países e Comunidades de Língua Portuguesa

Para além do lugar comum que a expressão “dever cumprido” carrega consigo, a Orquestra Ouro Preto retorna da Turnê Países e Comunidades de Língua Portuguesa segura de que um amplo horizonte de possibilidades foi aberto. O projeto foi idealizado em parceria com a Missão do Brasil junto à Comunidade de Países de Língua Portuguesa, com patrocínio da Petrobras e apoio da Galpenergia (Portugal) e Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.

Ouça a Orquestra, sinta Ouro Preto! Provinciana e cosmopolita, assim como a cidade que lhe batiza, a Orquestra Ouro Preto, com regência do Maestro Rodrigo Toffolo, oportunizou às pessoas presentes nos concertos realizados em Portugal e Galícia a chance de experimentar o Brasil, ao reafirmar para alguns e revelar para outros as belezas de seu país e as astúcias e maneiras de fazer do homem latino, dizendo o indizível e atingindo o intangível através da, e pela música.

Seis concertos, cinco cidades. Dos paralelismos e particularidades que ligam Coimbra a Ouro Preto, incidindo sobre as docas e delicados sabores do Porto, contemplando a arquitetura mourisca de Faro e o poético correr das águas do Tejo, em Lisboa, sem olvidar, é claro, das sagradas torres de Santiago de Compostela, a Orquestra Ouro Preto ressignificou auditórios, teatros, igrejas e salões onde se apresentou, tendo como referência um repertório vibrante e como alicerce a  maestria de Rodrigo Toffolo, a perfeição do spalla Leonardo Lacerda, a vitalidade de Rufo Herrera, o vigor de Hugo Pilger, a precisão de Sérgio Aluotto e a monumental performance dos naipes de violino, viola, violoncelo e baixo.

Exemplo: a dimensão e força que Concertino para Violoncelo e Orquestra de Clóvis Pereira (1932), ganhou ao ser executada no Palácio dos Espelhos – antiga residência de um grandiloquente Conde da corte Portuguesa do século XVIII -, em Lisboa, é de marejar os olhos. A peça canta, em três movimentos, as tristezas e alegrias, pobrezas e riquezas que se manifestam na seca, fome, sede, danças e festas do sertão nordestino. Ironia? Opto pelo viés da resistência.

Bravo! Bradou o público ao fim dos concertos. Público que, por ser constituído de pessoas com realidades diversas, poderia ser igualmente tocado, tão somente tocado através da música. Reações e sentimentos suscitados pela música desconhecem diferenças de nacionalidade, de classe, raça, gênero e língua. “Quando a música une diversas culturas em torno de um idioma”, ela se faz palavra, transpõe os limites da linguagem e transforma-se em idioma universal.

Ouça a Orquestra, bravo Orquestra Ouro Preto!

Por Saulo Rios.