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Série Distritos: Orquestra Ouro Preto faz concertos neste final de semana

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A Orquestra Ouro Preto retoma este mês o projeto Orquestra nos Distritos, dando continuidade à 10ª edição da série que tradicionalmente visita distritos e localidades pertencentes ao município de Ouro Preto.

Com regência do Maestro Rodrigo Toffolo, o grupo realiza cinco concertos no final desta semana, com duas apresentações, no dia 18 de Outubro, sábado, nos distritos de Santo Antônio do Leite (Igreja de Santo Antônio, às 19h) e Rodrigo Silva (Igreja de Santo Antônio, às 21h). No dia 19, domingo, é a vez da localidade da Chapada (Capela de Sant’Ana, às 15h) e dos distritos de Lavras Novas (Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, às 17h30) e Santo Antônio do Salto (Igreja de Santo Antônio, às 20h), receberem a Orquestra.

No repertório, a Orquestra Ouro Preto reproduz nos distritos músicas presentes em sua última turnê por cinco cidades do estado. Destaque para o Dobrado Dois Corações (Pedro Salgado) – peça executada pelas tradicionais bandas de música mineiras e “A Máquina de Escrever” (Leroy Anderson), obra original e inusitada em que se utiliza uma máquina de escrever como instrumento musical, envolvendo o público e remetendo ao cinema, onde foi interpretada pelo comediante Jerry Lewis, em célebre cena do filme “Errado pra Cachorro” (Who’s Minding The Story?)

O repertório conta ainda com Alla Rústica (Antonio Vivaldi) e “Suíte Americana”, composta por três movimentos sobre temas distintos da música americana, incluindo um dos Hinos de Ação de Graças mais conhecidos no mundo.  Encerrando, o grupo exibe a paisagem sonora de Buenos Aires com os tangos “El Choclo”, “Libertango” e La Cumparsita, com a participação especial do bandoneonista e compositor argentino Rufo Herrera.

“Temos um carinho muito grande e especial com a Série Orquestra nos Distritos. É sempre um grande prazer para a Orquestra Ouro Preto realizar este projeto que neste ano chega à sua 10ª Edição”, comenta o Maestro Rodrigo Toffolo, destacando o ineditismo do projeto no Brasil.

A Série Orquestra nos Distritos é patrocinada pela Petrobras, Gasmig e Gerdau, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, contando com apoio da Prefeitura Municipal de Ouro Preto. Em novembro, o projeto continua com apresentações nos demais distritos de Ouro Preto.

Confira a programação completa de Outubro:

Dia 18 de Outubro

Santo Antônio do Leite – Horário: 19h – Local: Igreja de Santo Antônio

Rodrigo Silva – Horário: 21h – Local: Igreja de Santo Antônio

 

Dia 19 de Outubro

Chapada – Horário: 15h – Local: Capela de Sant’Ana

Lavras Novas – Horário 17h30 – Local: Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres

Santo Antônio do Salto: Horário: 20h – Local: Igreja de Santo Antônio

 

Texto: Saulo Rios

Foto: Nathalia Torres

Orquestra Ouro Preto dá início à Série Orquestra nos Distritos

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A 10ª edição da Série “Orquestra nos Distritos” teve início no distrito de Cachoeira do Campo. Regido pelo Maestro Rodrigo Toffolo, o concerto reuniu e encantou pessoas de todas as idades, trazendo em seu repertório canções consagradas pela banda inglesa The Beatles. A apresentação integrou as festividades de reinauguração da Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, um dos principais monumentos artístico-arquitetônicos do barroco mineiro e motivo de orgulho entre a comunidade cachoeirense.

Day tripper foi a música escolhida para iniciar a viagem no vasto acervo do quarteto de Liverpool. A série reconhecida internacionalmente faz sucesso pela junção de arranjos clássicos ao som vibrante e irreverente do rock. A sensação contagiante repercutiu em guitarras imaginárias e olhos marejados entre a plateia.

O espetáculo que rendeu uma turnê por nove capitais brasileiras e foi destaque em uma das salas mais importante da Inglaterra, o Philharmonic Hall, reafirma a biografia musical dos Fab Four, que atravessa décadas e seduz gerações diversas.

Orquestra nos Distritos

Em 2014, o cronograma de apresentações da Série Orquestra nos Distritos está fundamentado em uma nova proposta. Já ansiosamente esperada pelos moradores, a Orquestra procura inserir seus concertos nos calendário local, respeitando costumes e fazendo parte das datas celebradas por cada um dos distritos que fazem parte do extenso município de Ouro Preto.

Completando 10 anos, a série compõe a história de milhares de pessoas, quando grande parte delas tiveram o primeiro contato com a música clássica, através da  iniciativa que possui o patrocínio da Petrobras, Gerdau, Prefeitura Municipal de Ouro Preto e apoio da Gasmig. O projeto possibilita a inserção cultural de moradores de 12 distritos de Ouro Preto e uma localidade.

Texto: Lara Cúrcio

Foto: Nathalia Torres

 

Orquestra nos Distritos 2014

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No mês de Julho a Orquestra Ouro Preto realiza uma série de concertos em todos os distritos do Município de Ouro Preto, é o que conhecemos como Orquestra nos Distritos. Em 2014 o projeto chega a sua décima edição, trazendo uma novidade: os concertos serão agendados no decorrer do ano, tendo em vista as particularidades de cada um dos distritos. Dessa forma, não necessariamente no mês de julho. A ideia é estar presente nas datas festivas dos comunidades, integrando assim suas tradicionais celebrações e sendo parte da programação local.

“A região de Ouro Preto é rica em atrativos culturais que reforçam suas tradições. Como auxiliadora nesse processo de formação da identidade local, a Orquestra Ouro Preto vê nesses festejos uma boa oportunidade para realizar os concertos, que já são esperados, a cada ano, pelas comunidades”, reitera o Maestro Rodrigo Toffolo.

A Orquestra Ouro Preto possui o patrocínio da Petrobras, Gerdau, Gasmig e da Prefeitura Municipal de Ouro Preto.

Foto: Vinícius Terror

Texto: Lídia Ferreira, Saulo Rios e Ronaldo Toffolo

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Série Distritos – Escutando a História de Ouro Preto

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Para além da geografia urbana, os distritos são a extensão da própria história da cidade sede.  A identificação da população com a história de Ouro Preto foi notável, na 9ª edição da série Orquestra nos Distritos, que aconteceu no último mês de Julho.

Durante os cinco dias de apresentação, o espetáculo “Entre sinos, tambores e amores ou Um causo para várias melodias” – projeto em parceria com a Estandarte Cia. de Teatro – promoveu um exercício contínuo de escuta. Em todos os lugares visitados, cada qual ao seu modo, os moradores pararam para ouvir Ouro Preto. Escutaram a própria história, contada por um enredo orquestrado.

O ponto de partida foi o distrito de Chapada. No repertório havia Marchinhas de Carnaval, Dobrado Dois Corações, Marcha Fúnebre, Incelença pro amor retirante e Saudade de Ouro Preto.  No roteiro um conto, alguns causos.

Se o que ali foi narrado é verdade – ou não – importância pouco tem. Aquele lugar do imaginário, onde tudo cabe e nada se explica, é hoje parte da identidade cultural da cidade. Nessa viagem entre o mundo real e a literatura ocorreram algumas participações especiais. No vocal, Santo Antônio do Salto, que cantou em coro o pout pourri das marchinhas, com direito a bis.  Teve também coreografia inédita em Engenheiro Corrêa. E imagine só, até o maestro virou platéia em Miguel Burnier.

Nem o frio – às vezes inconstante – desafinou o enredo. Marília Dorotéia arrancou risos em sua aparição, e foi digna de compaixão junto ao seu amado, quando sua trajetória, depois de muito tempo, resolveu contar. Ah! Filhos, netos e bisnetos, e por responsabilidade deles, essa história teve um final feliz.

E com uma delicadeza imponente, o projeto que tinha por intuito recontar Ouro Preto cumpriu seu papel. Igrejas cheias e estonteantes sorrisos deram ares de dever cumprido. E o que tem essa Orquestra de diferente das demais? “Ela vai onde povo está. O grupo que se apresentou no Palácio das Artes e em Liverpool, é mesmo grupo que apresentou em Olhos D’água, um município quilombola em Bocaiuva, com os violeiros daquela região. Ela sai dos grandes centros e cria plateias em diferentes lugares.” – foi o que me contou Guilherme Carvalho, representante da Petrobras.

E foi em Santa Rita, com alguns causos e várias melodias que a Orquestra Ouro Preto se despediu dos distritos em 2013. Ano que vem tem mais. Voltamos para uma visita, um café quente, um bolo e para mais uma edição da série Orquestra nos Distritos.

Série Orquestra nos Distritos

A Série Orquestra nos Distritos reúne apresentações nos 12 distritos do extenso município de Ouro Preto, visando a formação de público e a democratização do acesso à música clássica. Para tal fim, semestralmente, a Orquestra Ouro Preto tem encontro marcado com as comunidades distritais entre os meses de julho e dezembro.

 

Os concertos têm caráter artístico-pedagógico fundamentado na inserção cultural das comunidades dos distritos da cidade sede, resultado da parceria da Orquestra com a Prefeitura Municipal e a Câmara Municipal de Ouro Preto.

Texto: Lídia Ferreira

Foto: Naty Tôrres

Série Distritos. Orquestra Ouro Preto em Casa

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– Onde estão os meninos da banda que se apresentaram antes da gente? – pergunta o Maestro Rodrigo Toffolo.

– Aqui em cima. – ouve-se uma resposta tímida.

– O instrumento está aí com você? Então pega ele e vem pra cá tocar com a Orquestra. É Luís Gonzaga, forrozinho. Sabe como é?

“Ela só quer, só pensa em namorar. Ela só quer…”.  A igreja cantava em coro e os “meninos da banda” de Amarantina pareciam estar em perfeita sintonia com a Orquestra Ouro Preto. Sim, estavam. Aplausos de pé, misturados ao pedido de “mais um”.

“Não dá pessoal, temos que nos apresentar em outro distrito ainda hoje. É sempre um prazer estar aqui. Mas vocês podem nos acompanhar se quiserem.” – diz o Maestro.

E acompanharam. Em média, 150 pessoas por distrito assistiram as apresentações da Orquestra Ouro Preto, na 8ª edição da Orquestra nos Distritos. Saldo positivo, como tem acontecido ao longo dos sete anos de projeto, que já faz parte da história da Orquestra.

São Bartolomeu, Glaura, Miguel Burnier, Engenheiro Corrêa, Santo Antônio do Leite, Antônio Pereira, Amarantina, Cachoeira do Campo, Rodrigo Silva, Santa Rita, Chapada, Lavras Novas e Santo Antônio do Salto. Duas, até três apresentações por dia. Receptividade aconchegante em todas elas, afinal a Orquestra Ouro Preto estava em casa. Essa história escrita aqui, em molde de pedra sabão, faz sentido depois de ver a casa cheia em cada apresentação.

E por mais que o repertório fosse o mesmo, o espetáculo era singular. O bandoneón de Rufo Herrera, a Fuga em Dó Menor de Mozart, a Valsa de Tchaikovsky, a homenagem aos 100 anos de Luís Gonzaga ganharam diferentes sonoridades por onde passou.

O que se repetiram foram os aplausos, os sorrisos e elogios. O pedido de “mais um” foi ouvido por diversas vezes, e a resposta a todos eles foi sim, mas em julho, na 9ª edição do projeto Orquestra nos Distritos.

Por Lídia Ferreira.

Foto: Vinícius Terror.