Doutor em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa e Mestre em Musicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rodrigo Toffolo desenvolve sua atuação como maestro, pesquisador e gestor cultural com foco na valorização da música brasileira e na ampliação do acesso à música de concerto.
Natural de Ouro Preto (MG), iniciou sua formação musical em 1989, no Instituto de Artes e Cultura da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), estudando violino com o professor Moisés Guimarães. Em 1993, ingressou na Escola de Formação de Instrumentistas de Cordas (EFIC/SESI), em Belo Horizonte, dando continuidade ao aperfeiçoamento no instrumento. Em 1998, passou a estudar no Curso de Extensão da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sob orientação do professor Edson Queiroz. Posteriormente, no Rio de Janeiro, estudou com Mariana Salles e Ricardo Amado.
Antes de dedicar-se à regência, atuou como violinista em grupos de câmara, entre eles o Quarteto Ouro Preto e o Grupo Trilos, participando de concertos, gravações e projetos veiculados em redes nacionais e internacionais. Sua formação como regente ocorreu sob orientação do maestro e compositor Ernani Aguiar, referência na pesquisa e difusão da música brasileira.
Em 2000, fundou a Orquestra Ouro Preto, da qual é diretor artístico desde a criação. Em 2007, assumiu também a regência titular do grupo. Sob sua direção, a Orquestra consolidou uma trajetória marcada pela circulação nacional e internacional, pela realização de projetos interdisciplinares e pela aproximação entre a música de concerto e diferentes manifestações da cultura brasileira.
Ao longo de mais de duas décadas, tem conduzido projetos que transitam entre o repertório sinfônico, a música popular brasileira, a literatura, o teatro, a dança e o audiovisual. Essa atuação contribuiu para ampliar o alcance da música de concerto e estabelecer novos diálogos com públicos diversos.
A pesquisa, interpretação e difusão da música brasileira constituem um eixo central de seu trabalho. Nesse contexto, Rodrigo Toffolo tem se dedicado à valorização de compositores brasileiros e à criação de espaços para a circulação do repertório nacional, especialmente no campo da música de concerto.
Outro aspecto importante de sua trajetória é a atuação em favor da ópera brasileira. À frente da Orquestra Ouro Preto, vem contribuindo para a criação, produção e circulação de obras que ampliam a presença do gênero no cenário cultural do país. Produções como Auto da Compadecida, Hilda Furacão e Feliz Ano Velho integram esse movimento de fortalecimento da produção operística nacional e de aproximação da ópera com o público contemporâneo.
Paralelamente à atividade artística, desenvolve pesquisas que articulam Música, História, Antropologia e Sociologia. Como integrante do grupo Bateia, dedicado ao estudo e à interpretação da música brasileira sob uma perspectiva interdisciplinar, participou de projetos que contribuíram para a criação do Instituto Ouro Preto, associação voltada à difusão da cultura mineira e brasileira.
À frente da Orquestra Ouro Preto, Rodrigo Toffolo segue desenvolvendo projetos que promovem o encontro entre tradição e inovação, fortalecem a produção musical brasileira e ampliam o acesso da sociedade à cultura.

